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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Autores Vintage: Bernard Montorgueil


Bernard Montorgueil é um autor obscuro do qual se sabe muito pouco.
Os seus trabalhos foram feitos entre 1920 e 1930, e os seus fetiches eram mesmo o bondage e femdom.
Portanto quem sentir problemas em relação a isto, o melhor é fechar já esta janela (algumas imagens serão fortes para quem não está virado para isto...). Nunca se esqueçam... aqui neste blogue passa tudo menos pedofilia e zoofilia!

Vou fazer um aparte aqui. Normalmente o bondage que aparece nas revistas, filmes mainstream pornográficos (e internet) relacionado com dominação masculina. As personagens femininas é que são presas, chicoteadas, queimadas, enfim... tudo o que se pode fazer neste género de fetiche... mas... verdadeiramente, e pelo que investiguei, na REALIDADE passe-se o contrário!
Os papeis invertem-se na realidade! Existem muitos homens que gostam de ser dominados por mulheres, e digo "muitos" para não dizer que na maioria das vezes nestas práticas são os homens que estão presos e são escravos da "Dominadora".























Mas claro... não fica bem passar essa mensagem porque é mau para o ego macho e forte do sexo masculino.
Bernard Montorgueil não tem esses problemas e mete os homens no sítio "certo" neste tipo de fetiche, e muito provavelmente ele gostava de ser escravo. Como disse no anterior post desta rubrica, os autores porno-eróticos de ilustração e Banda Desenhada por norma mostram a sua inclinação sexual e respectivos fetiches nos temas abordados pela sua arte, e claramente Bernard Montorgueil gostava disto!

Muito sadismo e dominação por parte das dominadoras, e no outro espectro temos o masoquismo e submissão masculina.
Digamos que é uma arte muito expressiva. Se atentarmos bem, as expressões das personagens são bem claras em relação ao que estão a sentir, e isto é transposto para o papel com um traço claro e elegante.

Fiquem com alguns dos trabalhos deste enigmático autor:







































































































































































































Já agora, e porque este espaço é administrado por mim (e pela Diabba), posso fazer uma publicidadezinha. Para quem quiser "brinquedos" destes... existe uma nova loja virtual:
Governo na Sombra

É uma firma nova que quer inovar, e embora o site ainda esteja em construção, podem sempre contactar por mail ou pela página do Facebook as donas da empresa:

https://www.facebook.com/governonasombra

governo.na.sombra@gmail.com

Divirtam-se!

domingo, 9 de junho de 2013

Submissão



Antes de mais nada vou falar sempre em submissão masculina porque me dá mais jeito na escrita, mas isto vale para ambos os sexos.

Posto isto, cá vai:

Tenho pensado o que leva os humanos à submissão perante outro.


Quando falo de submissão, não estou a falar de temor reverencial, de respeito por alguém mais velho, inteligente, etc., falo de submissão como entrega absoluta. Um “sou teu” que leva o submisso a permitir que a sua Dona – porque é disso que se trata, uma entrega tal que o submisso passa a ser propriedade daquela a quem se submete – faça dele o que bem entender.

Desenganem-se aqueles que pensam só existirem submissos sexuais, e que “ah e tal, só são submissos porque na verdade são masoquistas, e o que procuram é alguém que seja sádica e lhe proporcione o prazer da dor”, é mentira, a entrega consiste apenas no “dar prazer à Dona”, mesmo que a eles, submissos, não lhes traga nenhuma gratificação orgásmica, aliás nem a esperam, nem a procuram, apenas servem. O seu prazer está rigorosamente aí: servir.

Se os submissos gostam de sexo? Claro que gostam, mas não é a sua prioridade, a prioridade é a satisfação da Dona, e se a Dona os premiar com o direito a terem um orgasmo é porque realmente se portaram muito bem a fazer algo que lhes foi ordenado.

E o orgasmo não tem de, obrigatoriamente, ser conseguido com a Dona, pode ser apenas um prazer solitário, devidamente autorizado.


E o melhor prémio pode nem ser um orgasmo (leram a parte em que sexo não é fundamental para os submissos?). A autorização para beijar os pés da Dona pode ser tão satisfatório para um submisso como um orgasmo para um não submisso.

Há quem tenhas Donas fisicamente agressivas, há quem tenha Donas emocionalmente devastadoras, há quem tenha Donas que misturam tudo. O submisso nunca sabe como lhe correrá o dia, a noite, a semana, depende sempre da vontade da Dona.

Pode ter de usar trela, pode ter de usar sinais de propriedade, podem ter de dormir no chão, ao lado da cama da Dona, podem ter de se alimentar como se de um cão se trate, de quatro, e sem talheres.

O uso de brinquedos sexuais pela Dona no seu submisso é mais do que certo, e o submisso sabe disso, e obedece, sujeita-se, aceita. E se assim não for corre o risco de levar um correctivo físico.

Todavia não se pense que a Dona é um ser maléfico que está ali só para fazer mal àquele humano que lhe pertence. Acredito, firmemente, que há uma relação de paixão recíproca, e assim sendo nunca uma Dona fará mal, para além de determinados limites, ao seu escravo.

Mas como saber quais são os limites, quer da Dona, quer do escravo?



É algo que deve ficar muito claro desde o início, e as regras estipuladas devem ser respeitadas por ambos. As regras são muito importantes neste género de relação, sem elas a relação corre o risco de ser curta e, quiçá, perigosa.

Deve existir uma palavra de segurança que o escravo possa usar quando a Dona se excede no jogo, sim a relação Domme/sub é um jogo, e há quem saiba jogá-lo, e quem não saiba, e se não sabem não joguem.

Respeito mútuo é fundamental.

E desde o início deve existir um regra basilar:

O escravo tem uma única liberdade – um dia pode dizer à Dona “a partir de hoje sou livre, não volto”, e aí é a Dona que se submete à vontade deste, e deve deixá-lo partir sem questões.

E por aí, há muitos sonhadores com a submissão?