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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Kama Sutra


Livro publicado pela Meribérica em 2004 da autoria de Milo Manara.
Como é apanágio deste autor enquanto argumentista, a história é super simples e vale sobretudo pela arte do mestre Manara.

Este livro tem a particularidade de ser um pouco mais explícito dentro da pornochachada normal de Manara, que por norma evita a visualização do órgão sexual masculino e a penetração explícita para que os seus livros não sejam considerados pornográficos puros. Fazendo isso os seus livros poderiam ter de ser vendidos com menos exposição ao público...

Mas neste ele não teve esses problemas. Embora não faça grandes planos de penetrações, elas estão lá ou o livro não se chamasse Kama Sutra!

O livro conta a história de Paula, apaixonada de Shiva, que fica na posse de um pequeno embrulho durante a confusão provocada por um acidente.
Não sabe o que há-de fazer ao embrulho, visto que não estava endereçado... então telefona à sua depravada amiga Lulu para aconselhamento!

Esta aconselha a abrir, e (lol) encontra um cinto com o formato de piça, feito de pele de piça e que fala telepaticamente! (O Manara tem umas drogas fixes...) Mais, ainda lhe pede uma massagem!
:D
Bem, depois da punheta lá sai o Shiva tipo génio da lâmpada... aqui seria mais génio da piça!

Este apresenta-lhe uma série de provas difíceis blá blá blá para que se possam amar em Agosto blá blá blá e Lulu aparece lá a casa.

Esta traz o emplastro do primo, que vai ser útil para uma pequena orgia tântrica, como Shiva manda fazer.

Mas a orgia é interrompida por um seguidor de Kali furioso (o dono do embrulho). Queria o cinto feito de piça (que falava quando erecto), mas Paula e Lulu fogem de casa em trajes muito reduzidos embora se separem durante fuga.

Depois de algumas peripécias, onde mais um fetiche de Manara dá a cara (uma shemale), são capturadas pelos seguidores de Kali, e Lulu tem de passar bravamente por um conjunto de provas sexuais violentas para que Paula não seja morta por um tigre.

No final... Paula dá uma queca poética com o Shiva, Lulu prefere o cinto piça e viveram felizes para sempre!
Ta-dam!
:D

É um livro divertido.


E agora fiquem com algumas das provas "duras" porque Lulu teve de passar para salvar a sua amiga...  e podem ver que é uma amiga sem problemas!



Já agora deixo aqui uma capa de uma edição francesa, que eu acho muito bonita:


Divirtam-se!

domingo, 7 de abril de 2013

Penteados



E hoje apetece-me falar de penteados.

Qué que foi? Falo do que me apetece aqui, e se me apetece falar de penteados e a sua evolução falo. (“falo” é uma palavra magnífica, não é?) hihihihihi

Ora bem, esta coisa dos pelos púbicos (ou públicos se for um filme porno) tem muito (ou quase nada) que se lhe diga.
Nos anos 70 (lamento mas antes disso devia ser o caos, os horror), vou partir dos anos 70 do sec. XX.

Ora bem nessa altura a grande moda era a big-trunfa, coisa para fazer inveja a qualquer penteado mais afro. Aliás é ver os velhinhos a comentarem “tinha uma pentelheira” como se isso fosse um tesouro alcançável por poucas.

Aliás, em criança (há séculos, portanto) ouvi dizer que “mulher sem pintelhos é bruxa”. Não percebi bem a ligação na altura, e continuo sem perceber.

O que raio tem a bruxaria a ver com a falta de pêlo? Queimavam-nos a saltar as fogueiras que faziam quando se reuniam com o meu pai? Este é mais um dos mistérios insondáveis do universo.

O problema (para os amantes do carpélio) foi o aparecimento dos bikinis cada vez mais reduzidos, e bikini reduzido significa carpélio reduzido, sim que se há coisa nojenta de ver (ou engraçada, depende do ponto de vista) é ver uma fulana “toda boa” com bigodes laterais.


E a redução tem sido tanta que, actualmente, o mulherio não quer é pelo nenhum, ou quando muito deixam um tufinho “à Hitler” e já é muito.

E agora há a depilação definitiva e tudo. Quero ver se a moda felpuda volta como é que vão resolver o problema, vai abrir-se um nicho de mercado “perucas pubianas” hihihihihihi


E os homens?

Bom, homem que é homem não se depila. Uga buga.

Nã nã nã nã nã mentira, agora há os kilometrosexuais (que aquilo de metrossexuais já é uma medida curta), eles depilam-se, não só nas pernas, no peito, nas costas, nos braços, e sim, também os tin-tins (autchh deve doer cumó catano), e ficam ali que, com óleo devem escorregar como uns verdadeiros enguias.

Depois há os que “não estão nem aí” e têm os pêlos todos com que a natureza os dotou, nunca aparando nada em lugar nenhum, largando mais pêlo que um cão. Mas há quem goste.

A minha teoria para o total desmatamento que hoje se verifica é: Os filmes porno. Porquê? (dirão vocês de olhos arregalados - parecem o Lobo Mau, que quer comer a capuchinho, mas acaba sempre por ficar com a avózinha), porque nos filmes, se não houver pelos vê-se melhor, e, nos homens, a pila parece maior, se não tiver aquela sombra negra ali a tapar a “paisagem”. Além disso fica tudo com um ar mais asseado, porque depois a nhãnha e tal agarrada aos pelos não é coisa bonita de se ver.


Há que lembrar a cultura Bear, que se estão a borrifar para os canônes da beleza, são o que são, gordinhos ou magros, com pêlos, e sem complexos. A eles, a minha vénia.

E por aí? Quais são as preferências, e porquê?