domingo, 3 de fevereiro de 2013

Duas mulheres juntas é tão sexy

… mas eu tenho opinião diversa.

Na verdade o que eu acho realmente incendiário é ver dois homens juntos, aos beijos, aos amassos, enfim a foderem, mas com classe, não é como alguns filmes que já vi que aquilo é tudo muito parvo e sem pés nem cabeça. Gosto de gente normal.

Parece-me que a maioria dos machos anda um bocado equivocada quanto àquilo que incendeia o mulherio.

Em conversa com o diabbo-marido ele disse-me que há revistas direccionadas para um público masculino mais jovem, denominadas “Yaoi” (as revistas) uma vez que o assunto é “relacionamentos gay”, pedi-lhe uma revista ou livro do género… grunfff “não tenho, não é assunto que me interesse” mas não interessa porquê?? Afinal tem montes de livros onde há lésbicas a comerem-se “ahh mas duas mulheres é giro”. Bofff Estou quase a dizer que há ali um laivo de preconceito (que eu sei que ele não tem) quando o assunto é 2 homens a foder (um com o outro, claro).

Vou fazer reivindicações para a bedeteca do Inferno, quero livros com gajos, ou então corto o orçamento para aquisição de nova literatura. (ameaça nada velada, mode)

Optei pela investigação, na net, e junto de amigas (incluindo amigas casadas com mulheres), e descobri o que já sabia: duas mulheres juntas a comerem-se não é nada apelativo, mas quando são dois homens, o assunto muda de figura, o mulherio fica todo de orelhas em pé, e quanto pior, melhor.

Já agora, e para quem anda enganado, a achar que as revistas “yaoi” e “danmei” tem como público alvo jovens rapazes gay, informo que o público alvo são jovens MULHERES. Vocês homens são tãoooo básicos. Verifiquem aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Yaoi (leiam bem a parte “tem geralmente o público feminino como alvo”. Viram?? Eu disse. Acreditem em mim.

E já agora espreitem aqui e surpreendam-se: http://dezanove.pt/406905.html Viram? Não só o público alvo é feminino como as histórias, e desenhos, são feitos por mulheres.

Sinceramente, o que é que acham que nos incendeia?? Vá não se encolham, digam, digam.

Se há homens que gostam de ver homens a foder?

Com toda a certeza que há, é um mercado muito abrangente. Suspeito que, até alguns heteros muito empedernidos, se puderem dão uma espreitadinha num desses filmes que andam por aí à mão de semear, MAS é claro que só dão a tal espreitadinha quando ninguém os está a ver.

Macho que é macho não alinha nessas cenas de "abafar a palhinha", só alinha se for às escondidas.

Ahhh as histórias que eu vos poderia contar sobre um certo chat onde eu fingia ser rapaz, e gay assumido...

Bom voltando ao cerne da questão... lá porque gostam de ver duas mulheres juntas – e informo que a porcaria dos filmes porno com mulheres a foder uma com a outra, não tem nada a ver com a vida real – não significa que as mulheres achem isso giro, não é.

Aquela merda dos filmes não tem criatividade n-e-n-h-u-m-a, e se vocês acham que tem, vocês precisam de aprender mais sobre as mulheres, o corpo das mulheres, e onde devem mexer.

Vão por mim.

Confesso que gostava de ver sexo ao vivo, mas entre dois homens, só assim como mera observadora, depois não sei o que aconteceria ao diabbo-marido tal a trabalheira que ele era capaz de ter para apagar o incêndio, mas tenho a certeza que ele dá conta do recado.

Há por aí algum casal de gajos com G grande que goste de ser observado?? Estou candidata a espectadora.





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ilustração: Druuna X por Paolo Eleuteri Serpieri


Ilustração da personagem Druuna retirada do "Art Book" Druuna X.
Relativamente a séries eróticas Serpieri é dos artistas que eu mais gosto, acho que se nota... certo? (Banner e imagem inicial de abertura do blogue...)

Esta é um pouco diferente do normal dentro da série regular, porque em vez de ser ela a estar amarrada ou dominada, é o rapaz que se encontra imobilizado!
Particularidades...!

Divirtam-se!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Autores Vintage: Gerda Wegener


Gerda Gottlieb Wegener Porta foi uma ilustradora dinamarquesa nascida há dois séculos atrás.
Conhecida pelos seus trabalhos de cariz erótico, pode-se dizer que foi uma pioneira, como mulher, num mundo artístico de homens que faziam trabalhos para homens.


Viajou para Paris, e nesta cidade trabalhou para revistas famosas, como a Vogue, que lhe deram visibilidade também no próprio país. Sucederam exposições com os seus trabalhos tanto em Paris como em Copenhaga, mas foi o seu casamento com Einer Wegener que aumentou, e muito, a sua popularidade!
Este posava para a sua mulher em trajes femininos… e acabou por criar a personalidade de Lili!


Como Lili, Einer Wegener desaparecia nas ruas de Paris e criou uma dupla personalidade que o levou a querer ser operado, tornando-se um transsexual! Arriscou muito, pois estávamos no início do séc.XX e este tipo de operações eram extremamente perigosas na altura. Assim partiu para a Alemanha, onde fez a primeira operação, e a partir daí viveu uma vida dupla como Einer Wegener e Lili Elbe. Lili faleceu após complicações pós-operatórias na sexta cirurgia… Einer/Lili foi sempre apoiado(a) pela sua mulher Gerda durante todo este processo!


Gerda casou novamente e foi viver para Marrocos durante 8 anos, voltou à Dinamarca mas o seu trabalho estava fora de moda, acabando esta ilustradora por morrer na pobreza.
Gerda deixou centenas de ilustrações, algumas que valem fortunas neste momento, onde a sua arte erótica “vintage” se focava essencialmente nas mulheres.


Apreciem a sua arte deliciosa, provocadora, sempre carregada de erotismo de Gerda Wegener, filha de um Pastor Evangélico!
Digamos que a Art Deco e Gerda Wegener estão intimamente ligados…

Divirtam-se!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cinema: Sexo garantido...


... em apenas seis sessões.
Fui ver o filme “The Sessions”, e só vos digo que foi o melhor filme que vi desde há muito tempo.
Não gosto de filmes “baseados em factos reais”. Costumo até dizer que “para desgraças já me bastam as que vejo no trabalho”, mas este filme… este filme fez-me cócegas desde que li um pouco sobre a vida das pessoas em que se baseou.
Às vezes imagino (sem conseguir imaginar como é realmente) como será viver dentro de uma caixa, sendo que essa caixa é a nossa cabeça, apenas essa funciona, tudo o resto está inerte.
O filme em questão mostra aquilo que sempre pensei: o sexo, no ponto de vista masculino, não se limita a que haja penetração e consequente ejaculação. Claro que não. Todavia porque raio é que os homens não conseguem pensar em sexo sem, pelo menos, a ejaculação?
E agora vão dizer “ah que grande conversa, só dizes isso porque não tens uma pila morta”. Verdade não tenho uma pila morta, e a viva que tenho não é minha, é do diabbo-marido (que está bem, e só não digo “e recomenda-se” porque não quero que entendam isto como uma oferta – no que é meu ninguém toca, ou arrisca-se a perder as mãos que, acreditem, vos podem fazer falta).
Mas agora imaginem que vivem na tal caixa (cabeça), todo o corpo está inerte, mas a pila NÃO ESTÁ morta. Deve ser um sofrimento atroz. São considerados deficientes graves, dificilmente são apelativos para o sexo oposto (ou não oposto), portanto arriscam a morrer virgens, absolutamente virgens.

Também pode acontecer o inverso, a caixa é o corpo inteiro, mas a parte que não funciona é exactamente a parte que vos faz sentir “homens”, o desejo existe, ferve na cabeça, ferve no corpo deixa-vos possuídos e… pila morta.
Sabiam que mais de 90% dos casos de disfunção eréctil não tem nada de físico (e quando o problema é físico, por norma pode ser tratado)? Está tudo na vossa cabeça, libertem-se, mudem de parceira, mudem de parceiro, deixem de pensar na pila como se ela fosse a única fonte de prazer. Há outras, muitas outras, procurem-nas. Mexam-se, e não encarem “o não levantamento” como um obstáculo, encarem-no como um desafio à criatividade.
Caramba, achei o filme super sexual.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ilustração: Milo Manara

Milo Manara é conhecido, muito conhecido, dentro da Banda Desenhada e Ilustração erótica.
Tem alguns defeitos, como por exemplo as mulheres serem todas muito parecidas umas com as outras, mas considero que isso é algo que tem estado a acontecer de há uns anos para cá, conforme ele vem envelhecendo...
É minha opinião que ele chegou ao SEU ideal de beleza feminina e começou a desenhar as suas mulheres por essa bitola.
Mas continua um desenhador magnífico, e um pintor de mão cheia como o demonstra esta pintura. Olhem bem para os detalhes da água, dos azulejos ou da simples toalha. está tudo muito bem feito! Para Manara não é só a figura central da mulher que deve ficar perfeita. Toda a envolvência e os mínimos detalhes são tratados como as suas mulheres...

Além disso... não há ninguém que faça cabelos de mulher tão belos e perfeitos como ele!
(Opinião pessoal)
:D

Kristina - Queen of Vampires


Trilogia porno-vampírica de Frans Mensink, publicado pela Eurotica.

Mensink conta-nos as aventuras e desventuras de uma poderosa vampira. que antes de o ser foi violada, e morta na Idade Média (pelo menos é o que parece se olharmos para as roupas dos aldeões).
Kristina foi morta, e enterrada, e passaram-se alguns séculos.
Todavia, no Sec.XXI, o seu "túmulo" fica quase exposto, e uma tentativa de assassinato faz escorrer sangue para dentro caixão onde repousavam as suas ossadas.

Com o sangue quente e fresco Kristina revive esfomeada de sangue, e de sexo!

Ora... a primeira coisa que ela faz é sangrar o assassino. Continua a matar, mas agora com mais juízo (pensa ela), matando marginais não terá grandes problemas com os aplicadores da justiça.
Mal sabia ela que no séc. XXI os bandidos têm direitos... muitos mais do que os expectáveis, e para sua desgraça um casal de polícias toma conta da ocorrência. Ela matou uma pessoa. (sim, os assassinos também são pessoas, e quando assassinados até são vítimas, ele há com cada loucura nestes tempos modernos...)
Mas Isto não é só chegar e alimentar-se de bandidos, há outras fomes a serem satisfeitas.
E a dupla de polícias formam um belo casal quando se divertem, oh se formam... divertem-se muito!

Kristina procura abrigar-se, mais uma vez é procurada, e vai parar a uma agência funerária, onde faz o seu primeiro escravo sexual, que como todos os homens deste género de livro é muito bem abonado... e todos são muito competentes no campo lúdico!

Bom, a nossa vampira descobre que o homem dela (aquele que é o seu "prometido") é nada mais, nada menos que o polícia... Grande porra, isto é que é galo, hein?? Como há-de ela enfeitiçá-lo (sendo que o feitiço é envolver-se sexualmente com ele, e dele receber o sémen)e só assim ele será seu para sempre. Sem isso nada feito!
E já não basta que o seu "prometido" seja polícia, e a procure como assassina, como ainda esteja envolvido com a sua parceira, que é possessiva, e não vai largar o seu homem para uma qualquer chupadora de sangue.

No fim do livro a  Kristina acaba por levar com uns balázios, e a esvair-se em sangue foge para o seu porto de abrigo - a agência funerária.

A diferença de livro para livro, é que os escravo(as) da Kristina vão aumentando, ou seja, as perfomances sexuais são cada vez mais, e melhores, o polícia "prometido" tem cada vez mais mulheres-polícias à sua volta. O homem se não está a trabalhar, está a divertir-se com uma ou várias mulheres.
No sexo vale tudo, quer para ele, quer para Kristina.

A vampira acaba por ser encontrada por um clã de vampiros que a consideram a sua rainha, e adivinhem lá o que acontece? É a alegria sexual elevada ao mais alto grau vampírico.

Bom, como disse, são três livros, e no fim de cada livro Kristina acaba sempre por levar com uns balázios (que falta de originalidade).
O primeiro livro até é engraçado, apesar da história ser bastante simples.
O segundo é igual ao primeiro mas mais elaborado.
O terceiro é uma grande merda. A única coisa que safa o terceiro livro é mesmo uma boa sessão de sexo entre polícias!




Não é grande coisar, mas já vi pior... lol

Divirtam-se!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A casa do Buda que os pariu

João Ubaldo Ribeiro escreveu “A Casa dos Budas Ditosos” e tenho cá para mim que detestou o resultado. Todavia, e porque se tinha comprometido escrever sobre “luxúria” para determinada publicação, inventou uma história pouco credível “de que um pacote com páginas dactilografadas lhe foi deixado à porta de casa, devidamente embrulhado, e que, por isso, até tinha decidido manter os erros e gralhas de escrita”. Hã hã… vergonha, ele teve vergonha de assumir a autoria desta história classificada pela editora brasileira como “pornô”.

Porno?? Vão-se catar. A história não é porno é uma porcaria, se calhar não queriam escrever “pornô”, mas “porcô”, se calhar…

E porque me parece que a história do “pacote deixado à porta de casa” do João Ubaldo Ribeiro não é credível?? Porque não é. Nenhum escritor autorizaria que se publicasse em seu nome uma história/romance/relato que ele mesmo não tenha escrito.

Tenho uma teoria (sou de teorias):

O JUR (João Ubaldo Ribeiro, duhh) gosta de foder tudo o que se mexa, tem o complexo de Édipo e sempre sonhou foder com a mãe, e quem come a mãe come as irmãs, tias, primas, e porque não irmãos tios e primos?
Assim colocou-se na pele de uma puta velha, que teve a sorte de nascer rica, e contou, em nome dela aquilo que ele fez, ou gostaria de fazer.

Não percebo o sururu à volta deste “relato”, não há ali nada de extraordinário, são 150 páginas em que a puta velha vai descrevendo as fodas que deu desde que se lembra de ter pensado nisso, tinha uns 13 anos, começou com o preto da fazenda, e depois foi por aí adiante.

Mas sempre preservando a sua imaculada virgindade para um potencial futuro marido (futuro candidato a corno), portanto a “mocinha” passou toda a sua adolescência e já depois de mulher adulta a “foder” (é mesmo entre aspas) com homens a virem-se nas suas coxas, porque penetração… isso nunca.

Ahhh e dizem vocês: "podia tomar no cu”, pois podia, pensei o mesmo, só que andou ali num rame-rame, a fazer render o peixe (e páginas) que nunca mais saía daquilo, até que uma amiga lhe ensinou como se fazia.

Bom, para os que não sabem vou fazer como a puta velha “e dar uma explicadinha”, usem muitoooooo lubrificante, e deixem a mulher mandar, vocês não metem nada, não se enervem, não tenham pressa, ela trata disso, é ela que vai “contra” vocês (convém que mantenham a erecção, digo eu), vocês ficam ali quietinhos que nem ratos de laboratório, boa? E se ela desistir, deixem-na desistir, tentam noutra altura. Ahhh mas contem que ela também pode querer experimentar o mesmo em vocês (dildos, já ouviram falar??) A técnica será a mesma, só que nesse caso é o homem que manda.

A puta velha não gosta nem se excita com zoofilia, há quem goste, diz ela, ela compreende tudo, mas eu não. Quem fode com animais devias cair-lhes a piça ao chão, de podre. O mesmo acontece a quem o faz com crianças. E antes da queda da piça deviam arrancar-lhes a pele e passa-los por sal grosso.

Mas acabo por concordar com uma coisa que o JUR escreveu (em nome da puta velha claro), os humanos não podem ser divididos em heterossexuais, homossexuais, transexuais, bissexuais… pois todos somos um pouco de todos, prevalecendo uma determinada parte em alguns. Nenhuma das opções me repugna, só vou para a cama com quem quero, portanto o que os outros fazem na cama deles, e com quem, é com eles.

Se me assumo como absolutamente heterossexual?? Pois… leiam o parágrafo anterior.


Mas (e aqui é mesmo citação do livro) “…quero que quem me ler fique com vontade de fazer sacanagem, pelo menos se masturbando”. Pois que não, não aconteceu nada disso, antes pelo contrário, fiquei mais para calote glaciar do que qualquer outra coisa, imaginar aquela velha de 66 anos ainda convencida que é uma gata fodilhona… menos, muito menos.

E o livro é só isso, fodem por trás, pelo frente, fazem broche, batem punhetas, participam em orgias, elas com elas, eles com eles, a três, a quatro, e de resto… nada de especial.

Vou voltar às minhas leituras com demónios, anjos, vampiros e zombies, são mais apelativas, até para a minha líbido.

PoP PorN

Assim começa mais um blogue ordinário...

Espero que não fiquem muito escandalizados, mas aqui posso falar e mostrar BD que de outro modo seria impossível. É só para maiores de 18 e para pessoas não muito "escandalizáveis"...

Espero que se divirtam por aqui. O meu português também será bastante mais "vernáculo" por aqui!

Boas leituras